Assessoria de Imprensa FENACEF

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Jornalista Responsável pela Assessoria de Imprensa da FENACEF.

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Acordo prevê 8% de reajuste sobre os salários e as verbas, 8,5% para o piso salarial (ganho real de 2,29%), além de 10% sobre o valor fixo da regra básica e sobre o teto adicional da PLR. Na Caixa, avanços foram registrados em uma série de propostas

Até segunda-feira, dia 14 de outubro, sindicatos de bancários de todo o país realizam assembleias para discutir e votar a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), durante rodada de negociações com o Comando Nacional dos Bancários, realizada na quinta-feira, dia 10, em São Paulo. Também, nessa ocasião, ocorrerá assembleia específica para apreciar a proposta da Caixa Econômica Federal.

A orientação do Comando Nacional dos Bancários é pela aceitação das propostas da Fenaban e da Caixa, com a suspensão da greve e volta ao trabalho. Foi elevada para 8% a oferta de índice de reajuste sobre os salários e as verbas, assim como houve a concessão ainda de 8,5% para o piso salarial (ganho real de 2,29%), além de 10% sobre o valor fixo da regra básica e sobre o teto da parcela adicional da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A proposta dos bancos também eleva de 2% para 2,2% o lucro líquido a ser distribuído linearmente na parcela adicional da PLR.

Na Caixa, por exemplo, os avanços estão registrados em uma série de propostas, com destaque para que as agências com até 15 empregados não terão mais horas compensadas. Ficou acertado que, a partir de janeiro de 2014, todas as horas extras realizadas nessas dependências serão pagas. Essa reivindicação, segundo Jair Pedro Ferreira, vice-presidente da Fenae e coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), é uma das principais aprovadas pelo 29º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef). Ele diz que sua conquista é resultado da mobilização dos empregados em todo o país.

Jair Ferreira afirma ainda que, no caso da Caixa, a proposta específica complementa positivamente as conquistas alcançadas na negociação com a Fenaban. Trata-se, segundo ele, de mais um avanço que confirma a política permanente de recomposição dos salários, com aumento real e valorização da categoria, além de ganhos sociais importantes.

Jair Ferreira esclarece que essa proposta específica foi construída na mesa de negociação, com a pressão da greve da categoria bancária, o que precisa ser devidamente valorizado.

Dias parados

A dura resistência do Comando Nacional dos Bancários levou os bancos a recuarem da proposição inicial de compensar todos os dias de greve em 180 dias. No entanto, após mais de 16 horas de tensas negociações, ficou acertada a manutenção da proposta do ano passado, de compensação de duas horas até o dia 15 de dezembro. Outro acerto foi a compensação, no máximo, de uma hora extra diária, de segunda a sexta-feira, até o dia 15 de dezembro deste ano.

Avaliação

O Comando Nacional dos Bancários avalia que houve avanços tanto na proposta da Fenaban quanto na específica apresentada pela Caixa. Diante disso, a orientação é para os sindicatos realizarem assembleias até segunda-feira (14), com aceitação da nova proposta, que garante aumento real de salário pelo 10º ano consecutivo, valorização do piso e novas conquistas econômicas e sociais.

Para Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) e coordenador do Comando Nacional, a forte mobilização e a unidade da categoria foram fundamentais para romper a intransigência dos bancos e assegurar avanços importantes, especialmente aumento real de salário e avanços nas condições de trabalho.

Fica daí a certeza de que as conquistas da campanha salarial deste ano decorrem do vigor que o movimento nacional dos bancários ganha a cada ano.

Na campanha salarial 2013, com uma paralisação de 23 dias, ainda mais forte e unitária em todo o país do que a realizada no ano passado, os bancários conquistaram aumento real de 1,82% e ganho real de 2,29% no piso salarial, além de outros avanços importantes, tanto econômicos, quantos sociais e políticos.

Na proposta da Fenaban estão incluídas ainda três novas cláusulas: proibição de os bancos enviarem SMS aos bancários cobrando resultados, abono-assiduidade de um dia por ano e adesão ao programa do vale-cultura do governo federal, no valor de R$ 50,00 por mês.

Deflagrada em 19 de setembro, a greve nacional dos bancários completa 23 dias nesta sexta-feira, dia 11 de outubro. Até quina-feira (10), segundo levantamento divulgado pela Contraf/CUT, estavam paralisadas 12.140 agências e vários centros administrativos e call centers de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal.

FONTE: Contraf/CUT - FENACEF 

Comunicado do Coordenador da CEE/CAIXA Jair Pedro Ferreira:

 

A Caixa está realizando um levantamento sobre os empregados que participaram dos três últimos PADVs (Programa de Demissão Voluntária) da empresa e que se aposentaram. O estudo tem por objetivo subsidiar posicionamento do banco acerca do retorno desses trabalhadores ao Saúde Caixa. Esta reivindicação foi encaminhada à Caixa pela Federação Nacional dos Aposentados e Pensionistas da Caixa Econômica Federal (Fenacef) e pela Comissão Executiva de empregados.

 

O levantamento da área técnica da Caixa está sendo acompanhado por membros da diretoria da Fenacef, entre eles o presidente da entidade, Décio de Carvalho. “Tão logo o levantamento seja concluído, as entidades apresentarão uma proposta à empresa. Se for acordada, será encaminhada para assinatura de aditivo”, destacou o coordenador da CEE/Caixa, Jair Pedro Ferreira.

 

 

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