Dez investigados viram réus na operação Greenfield por desvios no Funcef

A 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília transformou em réus dez pessoas acusadas na Operação Greenfield de gestão temerária e fraudulenta do fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal (Funcef). Trata-se do terceiro maior fundo de pensão do Brasil e um dos maiores da América Latina.

O juiz Vallisney de Oliveira deu dez dias para os réus apresentarem seus argumentos e alegações de defesa. A TV Globo busca contato com os réus.

Com a decisão, do juiz Vallisney de Oliveira , passam a ser réus cinco ex-diretores da Funcef, entre eles: o então diretor-presidente na época das denúncias, Carlos Alberto Caser; o ex-diretor de investimentos, Demosthenes Marques; e o ex-diretor de participações societárias e imobiliárias, Luiz Phillips Peres Torelly.

Também viraram réus os sócios da empreiteira Engevix, José Antunes Sobrinho, Cristiano Kok e Gérson Almada; Vitor Hugo dos Santos Pinto, ex-gerente Nacional de Fundos de Habitação da Caixa Econômica Federal;e Walter Torres Júnior, da WTorre engenharia.

Na decisão, o juiz reproduziu parte da denúncia , que apontou que entre dezembro de 2009 e agosto de 2012 eles "geriram de forma fraudulenta” o fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal . Aprovaram e aplicaram R$ 141 milhões da Funcef em parceria com a Ecovix, empresa que pertence ao grupo Engevix.

O Ministério Público apontou que o aporte foi feito sem pareceres técnicos da Funcef e com documentos falsos de uma consultoria empresarial . Ainda de acordo com o MPF-DF, isso causou "flagrante prejuízo a Funcef". Também é citada a participação do então gerente nacional dos fundos de habitação da Caixa, Vitor Hugo dos Santos.

Os procuradores destacaram que os ex-dirigentes do fundo desviaram , ainda, R$ 132,8 milhões, “um valor histórico” para beneficiar Walter Torres Junior e os sócios da Engevix, José Antunes Sobrinho e Cristiano Kok .

 

Íntegra

 

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pela WTorre:

Nota Wtorre

O Grupo WTorre informa que não se beneficiou nos negócios dos Fundos de Investimentos em Participações (FIPs), em especial pelo investimento FIP RG Estaleiros, conforme já foi esclarecido às autoridades competentes. A empresa construiu o estaleiro Rio Grande em 2005 com recursos próprios, sem verba pública, e vendeu o negócio à Engevix em 2010. Depois disso, a Engevix associou-se ao fundo de pensão da Caixa (Funcef).

 

fonte: portal G1

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